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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Jogos Vorazes | Crítica


Não tenho problemas com o conceito desse filme, mas quem escreveu a sequencia do battle royal é bom roteirista não é.

Em uma premissa pós-apocalíptica em que o mundo decide por uma solução estranha (sim, Mazze Runner e Divergente também dizem oi), pessoas são segregadas em fabricas em áreas pobres, afastada da única cidade de alto nível existente. A cada ano, para entretenimento dos ricos, e dar a chance dos pobres subirem de nível, um torneio até a morte é realizado, usando uma dupla de pessoas de cada setor mais pobre. Para evitar que sua irmã seja pega, a protagonista decide se candidatar no lugar dela.

O começo do filme segue razoavelmente bem. É tudo novo e curioso, incluindo o figurino espalhafatoso das pessoas. O casal principal não convence, e nem deveria, já que a garota não está afim do cara. Ainda assim, isso torna a dinâmica dos dois muito estranha. A protagonista feminina, embora louvada pela crítica, nunca me passou algo acima da média, ela é a mulher durona que não parece amar nenhum dos personagens masculinos do filme, mas ao mesmo tempo não quer abrir mão de nenhum deles. É frustrante de ver essa relação, e é algo que se estende por todos os filmes.

Passada a apresentação chega o battle royal, a coisa mais sem lógica que eu já vi, não pela premissa do battle royal, mas pelo que acontece nele. Quando alguém que pode te matar sobe em uma arvore não tão alta assim, você decidiria dormir em baixo dessa arvore ou tacaria pedras ou qualquer coisa que tivesse a mão para obrigar a pessoa a descer? Pois é, já começamos bem. Se você fosse fraco e as regras dissessem que só um pode sobreviver no final, tentaria se juntar a um grupo mais forte que o seu, que você sabe que vai te matar? Se você fosse o grupo mais forte, deixaria fracotes se juntarem a seu grupo e deixaria eles de vigia a noite enquanto você dorme, QUANDO ELES PODEM TE MATAR DORMINDO!!!??? Cara, isso é só uma parte, esse treco é tão cheio de furos que dava vontade de chorar!

Pois bem, ao final o apelo que a protagonista tenta ao romance para ganhar é válido, quase tudo que veio antes é furado, mas aquilo é válido e fez sentido.

Jogos Vorazes é um filme que "deu pra ver", mas em geral achei muito fraco. Ainda assim, me deixou curioso para ver aonde essa coisa toda ia dar, então vi o próximo, que felizmente foi bem melhor.

Nota: 6.5/10
****

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