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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Interstellar - Ligue seu cérebro e relembre as aulas de física, vai precisar | Crítica


A terra está morrendo e temos que achar um novo planeta habitável para nos mudarmos, algo que vai ser tão complicado quanto parece.

A premissa de Interstellar é bem simples, "precisamos nos mudar!" A terra vai morrer em pouco tempo devido a seca, doenças e praga de insetos. Um estranho portal se abre perto de Jupiter, algo que parece ter sido feito por outra civilização, para tentar salvar a humanidade, já que as análises mostram que podem haver planetas passiveis de serem habitados do outro lado.
Um antigo piloto é chamado para lidera uma missão de exploração do que tem do outro lado do "buraco de minhoca", mas vai ter que abandonar sua família pra isso, e dado as diferenças de atmosfera e passagem de tempo, quando voltar eles não devem estar mais vivos.

Para quem gosta de ciência esse filme é lindíssimo, ele trabalha um montante enorme de teorias sobre viagem no espaço, gravidade e buracos negros, algo que ainda não é claro para nos, e portanto, permite ao roteiro brincar como quer com a ideia. Ele tem seus erros, como o planeta com gravidade muito grande que faz o tempo passar muito mais devagar para quem está dentro, mas essa gravidade elevada não parece surtir efeito algum na Nave (se ela precisa de propulsão extra para sair da terra, como conseguiu sair normalmente daquele planeta com uma gravidade muito maior?). Já o final é discutível, porque não existe uma certeza do que acontece ou o que tem em um buraco negro, só diversas teorias, cada uma diferente da outra.

A parte psicológica é muito presente no filme, principalmente no protagonista, tendo que abandonar sua família, e Matt Damon, mostrando que ficar isolado causa mais problemas do que apenas a solidão. O robô é charmoso, mesmo que sua forma seja estranha e sem muito sentido no que tange a locomoção.

O final do filme com certeza abusa da parte sentimental do público para resolver a trama, mas como eu argumentei antes, em um setor da física aonde não sabemos quase nada, um personagem acessar um local distante em um tempo diferente através da gravidade, não parece tão louco assim. Não é um clássico, ou o melhor filme de Nolan pra mim, que prefiro finais mais lógicos do que com apelo sentimental, mas ainda assim é um bom filme, super recomendado para quem gosta de ficção científica.

Nota: 8.5/10
****

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