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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Dexter: O serial killer que todos sempre quisemos | Crítica


Mais uma daqueles séries que começam muito bem e terminam de forma inacreditavelmente ruim. Mas será que vale a pena? E se você parar antes de chegar a última temporada?


Dexter acompanha a vida de um serial killer . Ele tem a necessidade de matar constantemente devido a um trauma do passado, mas graças a seu pai conseguiu direcionar isso para "o bem", saciando seu desejo por morte em bandidos que a policia ainda não conseguiu pegar. Conforme a série avança vemos sua tentativa de se passar por uma pessoa normal, o que é muito interessante do ponto de vista de um serial Killer, conhecidos por verem tudo de maneira fria e terem dificuldade de se relacionar com sentimentos alheios. Além de vários flashbacks que vão mostrando como ele foi moldado pelo pai até se tornar o que é hoje.

Dexter consegue ser um serial Killer muito simpático, mesmo a série deixando claro que o que ele faz não é certo, principalmente quando as coisas dão errado e ele tem que matar gente que não cometeu crime algum. E bem, quem não gostaria de ver alguns Dexters resolvendo os problemas com a criminalidade do Brasil? O resto do elenco também é bom, mas serve apenas de complemento para o protagonista.

A série está sempre se mantendo em movimento com novos alvos para Dexter, ao mesmo tempo que ele tem que lhe dar com outros serial killers devido a seu trabalho de analista de sangue para a polícia. Dessa forma a série consegue se manter com diversas linhas narrativas: os alvos do protagonista, os crimes investigados pela polícia (normalmente assassinatos em série que ocupam a temporada toda), a relação do protagonista com sua família, e os problemas que o hábito do protagonista acaba gerando as vezes, quando algo dá errado em suas caçadas. A série pode ter muitos defeitos mas te deixar entediado nunca vai ser um deles, tem sempre algo acontecendo.

Em resumo, Dexter era uma série que eu gostava muito no início, principalmente as três primeiras temporadas. Depois disso ele começou a resvalar, hora acertando, hora errando, ou as vezes fazendo os dois na mesma temporada. Variamos de temporadas muito boas a medianas, até a fatídica última temporada, que começou até bem, mas que terminou da pior maneira possível, com aquele famoso final "mas o que diabos?!(ou WTF!?). Mas ele inviabiliza o que veio antes? De certa forma sim, a conclusão da história é importante afinal. Mas se você parar no final da terceira temporada, aonde a série estava em seu ápice, e considerar aquilo como o final, vai ganhar uma boa lembrança.

Em resumo, não recomendo a série como um todo, mas sim suas primeiras 3 temporadas.

Nota (se você ver só 3 temporadas): 9/10
Nota (todas as temporadas): 6/10

Trailer:

****

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